É algo no mínimo engraçado o mito de que médico não adoece, como se fôssemos super-homens ou super-mulheres ou como se obtivéssemos um certificado de saúde plena e permanente juntamente com nosso diploma de graduação em Medicina. Não que isso seja dito assim, na íntegra, pelas pessoas em geral. Pelo contrário, é um pensamento sutil, que lemos nas entrelinhas do discurso daqueles que nos olham com certo ar de espanto quando estamos doentes. Mais ainda quando nos vêem na fila de um pronto-socorro, esperando por atendimento médico junto a outros pacientes num hospital qualquer. Eu mesma, por diversas vezes, omitia minha profissão junto ao balcão de atendimento, considerando embaraçoso ter que escutar comentários negativos acerca dos meus colegas de profissão, ditos pelos outros pacientes, nervosos com a demora no atendimento e, claro, atribuindo isso ao médico plantonista. E também para não correr o risco de ter que "dar uma olhadinha" no filho de alguém que estava por ali, com febre, tosse ou sei lá o quê. As pessoas esquecem que somos de carne e osso como todo mundo, portanto, sujeitos às mesmas doenças, dores e desconfortos; e que não dispomos de arsenal hospitalar em casa, como frascos de soro, medicamentos venosos, bisturi, fio de sutura, etc.
Eu já estava bem acostumada com esses pensamentos surrealistas quando engravidei da Mariana. Mas houve outro que logo descobri também: o mito de que filho de pediatra não adoece, e se, por algum acaso do destino adoecer, não precisa de pediatra, já que tem um em casa. Melhor seria lembrar a todos o velho ditado popular que "santo de casa não faz milagre", mas bem poderia ser "casa de ferreiro, espeto de pau". Mas isso explico melhor em outra postagem. Por hora, limito-me a dizer que ser mãe de primeira viagem é tão inusitado e tão espetacularmente maravilhoso, que não há teoria que possa suprir o que o dia-a-dia vai ensinar. Vou transcrever aqui muitas coisas que passei com minha Mari, e espero poder contribuir para as mamães de alguma forma, se não for pelo aspecto médico, pelo menos (e ainda mais importante) do ponto de vista de uma mãe em constante aprendizado com o maior professor de todos os tempos: a vida! E que os leitores também contribuam com suas experiências pessoais, enriquecendo ainda mais o blog. Bjs e até a próxima!
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